Cada vez mais engenheiros, arquitetos e corretores de imóveis buscam uma nova frente de atuação: a perícia judicial em avaliação de imóveis. É um trabalho técnico bem remunerado, com demanda constante nos tribunais, que também agrega credibilidade a quem já avalia imóveis no mercado privado. Ainda assim, o caminho até a primeira nomeação como perito costuma parecer nebuloso para quem está começando.
Neste artigo, explicamos o que faz um perito avaliador de imóveis, quais requisitos técnicos e formais costumam ser exigidos para atuar na Justiça e quais passos práticos ajudam a conseguir as primeiras nomeações.
O que faz um perito avaliador de imóveis
O perito avaliador de imóveis é o profissional nomeado pelo juiz para produzir um laudo técnico imparcial, que serve de base para decisões em processos como inventários, execuções, desapropriações, ações revisionais de aluguel e partilhas em divórcios. Diferentemente da avaliação contratada diretamente por um cliente, o trabalho pericial responde ao juízo e precisa seguir critérios rígidos de imparcialidade, fundamentação e transparência metodológica, normalmente ancorados na NBR 14653.
Formação e habilitação necessárias
Não existe uma única porta de entrada para a perícia judicial, mas alguns requisitos aparecem na maioria dos editais e cadastros de tribunais: formação superior compatível com a natureza da perícia (engenharia, arquitetura ou, em alguns tribunais, corretores com registro no Creci), registro ativo no conselho profissional correspondente e comprovação de curso de extensão ou especialização em avaliação de imóveis. Conhecer a fundo a NBR 14653 é praticamente obrigatório, já que é essa norma que baliza a metodologia, o grau de fundamentação e a estrutura exigida de qualquer laudo.
Como se cadastrar como perito no tribunal
A maioria dos tribunais de justiça mantém um cadastro público de peritos, geralmente organizado por especialidade e comarca. O ingresso costuma acontecer por meio de editais periódicos, nos quais o profissional envia currículo, comprovantes de formação e certificados de cursos na área. Como as regras variam bastante entre estados e até entre comarcas, vale a pena acompanhar o site do tribunal da sua região e, quando possível, conversar com peritos já cadastrados para entender particularidades locais.
Habilidades que fazem diferença na hora da nomeação
Passado o cadastro, o que costuma diferenciar quem recebe mais nomeações é a combinação de rigor técnico e organização: clareza na redação do laudo, domínio de tratamento estatístico e saneamento de amostras, capacidade de responder quesitos das partes com segurança e, sobretudo, cumprimento consistente dos prazos fixados pelo juízo. Um perito que entrega laudos bem fundamentados e no prazo tende a ser lembrado — e chamado novamente — pelo mesmo juízo.

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Como o Avalie ajuda nessa etapa
Para quem está começando na perícia, montar um laudo do zero em um editor de texto consome um tempo precioso que poderia ser usado na análise técnica. O Avalie foi criado justamente para reduzir esse esforço: depois que a avaliação é calculada seguindo os critérios da NBR 14653, o aplicativo organiza amostras, gráficos e conclusão técnica em um laudo formatado, pronto para ser anexado ao processo.
Se você está estruturando sua atuação como perito avaliador e quer entregar laudos com aparência profissional desde o primeiro caso, conheça o Avalie e veja como ele se encaixa na sua rotina — o app é pago, mas com um investimento acessível para quem pretende atuar com frequência em perícias.
